[ Escada ]

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HINO DO MUNICÍPIO

AUTORIA: MARIA JOSÉ LEÃO PORTELA (Mariinha Leão)

Refrão…
Despontaste audaz e alvissareira
Ó inefável, cidade hospitaleira.
O teu nome Escada enaltece
O teu povo e a Pátria Brasileira.
Despontasfe audaz e alvissareira
Ó inefável, cidade hospitaleira.
I
Tuas ínvias matas verdejantes
O fulgor e limpidez do teu rio
Os primórdios irmãos ameríndios
Da lembrança, a bravura e o brio.
II
Os barões, engenhos e casarios
Belas paisagens de canaviais
Para orgulho dos nossos ancestrais
Foste Princesa dos Canaviais.
III
Tua história ostenta conquistas
Um passado de luta e vitória.
E também tu tiveste momentos
De infortúnio em tua trajetória.
IV
Ouves logo o brado do teu povo
Destemido e cheio de clamor.
Que anseia um progresso contínuo
E recrudesça assaz o labor.
V
Ó insigne cidade que apraz,
de outrora guardas a memória.
cujo tempo não apaga jamais,
tua história, tradição e glória.

 

ESCADA – UM POUCO DESSA HISTÓRIA (Por Pedro Moura, Coordenador do APEJE)

Em época remota e não muito precisa estabeleceu-se uma aldeia de índios das tribos mariquitos, potiguares e tabajaras, no território da atual cidade. Após a expulsão dos holandeses, os sucessivos governadores da capitania trataram de restaurar sua economia. A expansão da agricultura, especialmente a canavieira ia, pouco a pouco, incorporando as aldeias nativas existentes, muito especialmente aliadas ao trabalho da catequese desenvolvida pelos missionários oriundos de Portugal. À Congregação dos padres de Felipe Néri, sediados na Igreja da Madre de Deus, no Recife, coube a catequese de índios nessa aldeia.

E diz a tradição que o missionário encarregado da catequese erigiu, no morro onde hoje se encontra a atual matriz, um nicho dedicado a Nossa Senhora da Apresentação. Por estar erigido na colina foi escavada na encosta de barro uma escada para facilitar o acesso ao local.

No início a povoação fazia parte da Freguesia de Ipojuca, sendo desmembrada por força da Carta Régia de 27 de abril de 1786. Depois, elevada a paróquia pertenceu ao termo da Vila do Recife; após, em 1811 passou a fazer parte do termo da Vila do Cabo, passando, posteriormente a ser termo da Vila de Ipojuca. Em 1833 passou a pertencer ao termo da Vila de Vitória e, somente em 24 de maio de 1873, através da Lei Provincial nº 1093, foi elevada a Comarca e CIDADE.

O DESENVOLVIMENTO

ESCADA constituiu-se Município autônomo no dia 4 de abril de 1893, de acordo com documento da Série Monografias Municipais, editado pela Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco – FIAM. O primeiro prefeito nomeado foi o Sr. Antonio Ermenegildo de Castro e o primeiro prefeito eleito foi o coronel Manuel Antonio dos Santos Dias, Barão de Jundiá.

No decorrer do tempo, o desenvolvimento foi ativo e constante na região. De modo decisivo, concorreu para esse desenvolvimento a implantação da estrada de ferro Recife – São Francisco. No período que antecedeu a construção dessa estrada grande número de trabalhadores se instalou nas proximidades da vila, originando um arraial e provocando o aparecimento de novas casas comerciais.

A implantação da Companhia Industrial Pirapama, em 1924, tambem foi grande propulsora do desenvolvimento local. A energia elétrica da cidade na época era gerada por essa companhia.

O Visconde de Utinga, o jovem Henrique Marques Lins é considerado um dos precursores do desenvolvimento municipal com a cultura e industrialização da cana-de-açúcar, ao adquirir e implementar a atividade nos engenhos Matapiruma, Conceição, Arandu de Baixo e Cachoeirinha. Ele é considerado por sindicatos da indústria e do alcool de vários Estados como o “Patrono do Açúcar”

JORNAIS COMO FONTE DE HISTÓRIA

Todos esses anos de história do Município de Escada não passaram em branco, nem na memória nem na história registrada em documentos, livros e jornais e nem no coração de quem nasceu nessa terra. E é na Imprensa escrita que vamos buscar um pouco dessa memória para recuperar parte desse passado.

No Brasil, os jornais demoraram a aparecer. A culpa era da Coroa Portuguesa, que até a vinda de D. João VI, em 1808, proibia que existissem imprensa, indústrias, bibliotecas e Universidades na Colônia. Assim que caiu o embargo, surgiu o primeiro jornal oficial da Corte, a Gazeta do Rio de Janeiro, que começou a circular em 10 de Setembro de 1808.

Porém, hoje, historiadores como Izabel Lustosa, autora do livro “O Nascimento da Imprensa Brasileira”, considerou que o primeiro jornal do Brasil foi o “Correio Brasiliense”, impresso em Londres, na Inglaterra por Hipólito José da Costa e distribuído no Brasil.

A partir das últimas décadas do século XX começou a haver um grande debate acerca do uso de jornais como fontes de pesquisa para a escrita da história. Até então, os periódicos haviam sido excluídos da historiografia devido serem considerados representantes de ideologias e interesses políticos. No decorrer da década de 1970 ainda existia uma relutância em escrever a história tendo os impressos como fontes, embora já houvesse um entendimento acerca de sua importância.

COMPORTAMENTO E PRÁTICAS DA SOCIEDADE

Essa apresentação tem o objetivo de vislumbrar os jornais como fontes fundamentais para os historiadores e demais pesquisadores, alvos primordiais desse nosso novo ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL, assim como elevar os impressos à categoria de objeto de estudo da própria história. É inegável a importância dos periódicos para o enriquecimento historiográfico, já que através da imprensa pode-se entender, melhor, determinados comportamentos e práticas da sociedade do Município de Escada durante todo esse tempo.

Os jornais do início do século XX, por exemplo, são fontes riquíssimas para o estudo dos novos costumes e dos novos espaços de sociabilização, advindos com o incremento urbano na região da Zona da Mata. E esse tipo de desenvolvimento urbano apresenta-se muito característico na formação de Escada hoje.

Fica bem mais fácil entender a formação de nossos distritos, de nossos centros administrativos e dessa tremenda expansão territorial e econômica, se pudermos utilizar os jornais de mais de um século dessa cidade.

TRANSFORMAÇÕES E PRÁTICAS CULTURAIS

Devido ostentarem a tarefa de representar a sociedade na qual estão inseridos, os periódicos se tornaram fontes fundamentais para os estudos de temáticas diversas, que tiveram grande visibilidade histórica graças à permanência de suas memórias nas páginas dos jornais. No caso nacional, podemos citar: o processo de imigração no Brasil, ocorrido no final do século XIX e início do XX; o trabalho industrial e a própria história do movimento operário, que, na maioria das vezes, foi representada por uma pequena imprensa de militância.

Nesse sentido, a imprensa, particularmente a impressa, tem propiciado não apenas o alargamento das fontes do historiador, mas principalmente a possibilidade de verificar e conhecer, dentre outros, as transformações das práticas culturais, os comportamentos sociais de uma referida época, as manifestações ideológicas de certos grupos, a representação de determinadas classes e a visibilidade dos gêneros.

IMPRENSA E POLÍTICA

No que diz respeito à temática política, as fontes impressas se destacam e ganham dinamismo devido serem os jornais um suporte que mantém uma ligação direta com os poderes representativos, ao registrar e traduzir, diariamente, os acontecimentos e as mudanças ocorridas no cenário político.

No entanto, ao analisarmos os mais variados componentes dos jornais, devemos levar em conta que o jornalismo trata-se de uma atividade de cunho político-ideológico influenciado pelo seu meio social e histórico. Isso significa dizer que não existe neutralidade no jornalismo, já que esse setor é condicionado por fatores externos (culturais, sociais, políticos, econômicos) e internos (questão de organização e de adequação à equipe que compõe a redação).

JORNAIS RAROS E MUITA HISTÓRIA

  • Dentre raridades encontradas no Arquivo Público Estadual e colocadas em exposição nessa Inauguração contemplamos alguns dos maravilhosos jornais e periódicos que circularam no Município de Escada. Coleção mostra a grande diversidade cultural e política existente na História do Município de Escada:
  • MARIQUITOS – 1933- Semanário defensor dos interesses gerais de Escada
  • O DESABUSO – Outubro de 1875 – Periódico político e de crítica
  • O MARTELLO – Março de 1881 – Periódico literário e crítico (“Em vez de exercer seu ofício na cabeça dos pregos, exercia de preferência na cabeça dos homens”
  • GAZETA DE ESCADA – 1929 – Literário e Noticioso
  • CORREIO DA ESCADA – 1963 – “Pensamento e Ação a Serviço de uma Comunidade”
  • A VONTADE – 1873 – Litterário e Noticioso
  • RETROSPECTO PAROCHIAL – 1910 – Redator e proprietário o Vigário Pedrosa.

DADOS GERAIS: ENCICLOPÉDIA WIKIPEDIA

OUTRAS INFORMAÇÕES:

SAÚDE

EDUCAÇÃO

 

CULTURA

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FINANÇAS

ASSISTÊNCIA SOCIAL

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