Introdução

Como agora, 1993 foi um ano que antecedia a Copa do Mundo. Enquanto o Brasil se preparava para erguer o tetracampeonato mundial no ano seguinte o país assistia, perplexo, à chacina de oito moradores de rua em frente à Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

No mesmo ano, emboscadas, explosões, lançamento de mísseis, armas nucleares e operações militares se espalhavam pelo mundo, numa desenfreada tentativa de demonstração de força e poder.

No Brasil, o surgimento da organização criminosa PCC dividiu espaço na mídia com a realização do plebiscito sobre a forma do sistema de governo no país. Resultado: o povo escolheu o presidencialista como melhor forma de organização do estado.

Drogas, corrupção e assassinatos ilustravam os noticiários daquele ano. PC Farias e Fernando Collor dominavam as cenas da política.

Na música, Banda Beijo, Ultraje a Rigor, Kid Abelha, Skank, Roberta Miranda, Ivan Lins e tantos outros subiam ao palco para encantar os brasileiros. As duplas sertanejas já interpretavam grandes sucessos. Os solos de “Kenny G” eram espalhados pelo mundo ao som de músicas que ainda hoje são escutadas em eventos formais. No violão, Adriana Calcanhoto interpretava “Mentiras”.

Em Pernambuco, a Lei nº 10.859 de 07 de janeiro daquele ano, publicada pelo então governador Joaquim Francisco, garantia o pagamento de meia-entrada para estudantes regularmente matriculados nas escolas de primeiro, segundo e terceiro graus das redes públicas e particulares do estado.

Em Escada, os fatos eram corriqueiros. Na política, o prefeito José Mário Leite, eleito pelo PT, enfrentava o descontentamento do partido, que no mesmo ano sugeriu sua desfiliação. Parte do livro “Propondo a construção de uma nova sociedade”, foi pensada, planejada e digitada no Centro de Processamento de Dados da Prefeitura (claro: depois do expediente). Os recursos técnicos eram bem elementares, mas suficientes. O carnaval daquele ano homenageou o artista escadense Cícero Dias. Além destes, outros tantos fatos também marcaram o ano de 1993.

Depois de um breve resumo de alguns fatos ocorridos naquele período, pense rápido e responda: o que vivemos no mundo de hoje é muito diferente do que refletíamos duas décadas atrás? Se naquela época o mundo e as pessoas passavam por incertezas, o que dizer na atualidade?

Ao discutir a crise global, a educação, a cultura, o papel do estado, o capitalismo, o socialismo, o poder da juventude, a defesa da vida e os desafios que temos pela frente, sugiro que os temas aqui pontuados sejam misturados a outras tantas ideias que preocupam a humanidade, mas que certamente não estão contempladas neste trabalho.

Espero que as linhas aqui traçadas sejam capazes de estabelecer um debate próspero, efetivo e objetivo sobre estas e outras questões que, cedo ou tarde, farão parte do nosso ideário.

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